Grupo cria propostas de mobilidade para pressionar candidatos à prefeitura de Belo Horizonte

Os debates eleitorais começaram e a mobilidade urbana foi um tema citado em todos eles. É sabido que a capital mineira apresenta uma das maiores taxas de motorização do país (em 2012, eram 63 automóveis para cada 100 habitantes, atrás apenas de Curitiba), o que resulta em maior emissão de gases e partículas poluentes, maior poluição visual e, o sintoma mais claro, uma cidade cheia de engarrafamentos, fazendo com que as pessoas percam tempo e a cidade sua vitalidade social e econômica.

Nesse contexto, o uso da bicicleta se apresenta como parte das soluções existentes, especialmente por ser barato, fácil e socialmente justo. É por isso que a BH em Ciclo – Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte – participa da campanha Bicicleta nas Eleições
https://uniaodeciclistas.org.br/bicicletanaseleicoes/. A campanha está sendo realizada nacionalmente pela UCB (União de Ciclistas do Brasil) e busca inserir e sensibilizar candidatas e candidatos, bem como a sociedade, sobre a importância da bicicleta no debate eleitoral.

A BH em Ciclo elaborou uma série de propostas de governo para pressionar as candidatas e os candidatos à prefeitura da cidade a se comprometerem com uma mobilidade urbana sustentável. As propostas fazem parte do programa de governo da campanha #D1Passo, criado pela BH em Ciclo e outros três coletivos de Belo Horizonte (Bike Anjo BH, Nossa BH e Tarifa Zero BH).
Veja abaixo algumas delas
Nº 1: Redirecionar os gastos orçamentários, que hoje priorizam obras voltadas para o transporte individual, para assumir, progressivamente e no prazo máximo de dois anos, a manutenção das calçadas das centralidades e da rede estruturante de transporte constantes do Mapa de Classificação de Calçadas de Belo Horizonte contido no Projeto de Lei PBH n.º 1.749, de 22 de setembro de 2015;

Nº 2: Concluir o projeto cicloviário de Belo Horizonte que prevê a meta de 411km de ciclovias conectadas em rede a serem realizadas até 2020;

Nº 3: Implementar ciclorrotas nas nove regionais da cidade;

Nº 4: Limitar as velocidades máximas regulamentadas, criando e ampliando as zonas 30;

Nº 5: Criar faixas de pedestres transversais reduzindo o tempo de travessia, facilitando a vida de quem faz a opção de se deslocar a pé;

Nº 6: Aumentar o tempo de travessia nos semáforos de pedestre, priorizando e beneficiando principalmente idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida;

Nº 7: Estimular, promover e incluir o uso da bicicleta nos processos de logística urbana da cidade nos quilômetros finais;

Nº 8: Tornar as calçadas acessíveis a toda a qualquer pessoa, tendo metas e prazos para implementação das melhorias, conforme previsto no Decreto nº 5.296/2004 e na Lei nº 10.048/2000 e na lei nº13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Nº 9: Promover campanhas educativas de respeito aos modos ativos de transporte, que reforcem a imagem destes como atores prioritários no trânsito da cidade.

O programa de governo da campanha #D1Passo apresenta políticas de estímulo ao uso da bicicleta em outros eixos. Para acessar o documento completo é só clicar nesse link http://d1passo.org/programa/.

Fonte: Pedal.com.br

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